Silvio Fudissaku |bio



Diferentemente do que o auto-retrato digital sugere, Sílvio Fudissaku não é médico, enfermeiro ou paciente
(pelo menos, não na ocasião fotografada). A figura e o sobrenome também podem levar a conclusões
equivocadas: não se trata de um cidadão japonês, mas de sansei dono dos vícios e virtudes inerentes ao
exercício de ser brasileiro. Nos últimos 18 anos tem ganhado o pão como jornalista e editor. Antes, passara
outros 6 anos na prancheta, desenhando galpões de concreto premoldado (!?). Viajou muito pelo mundo, bem
mais do que ousou imaginar na infância vivida na Osasco natal, cidade triste e suarenta à margem de São
Paulo. Não bebe, mas adora comer. Só fuma cigarros alheios. À beira dos 39 anos de idade, é sobretudo um
homem de sorte. Mas prefere ser identificado como pai do Luís, que nasceu em 18 de agosto na hora-título
do poeminha acima. Embora viva de escrever para os outros, sempre se envergonhou da pieguice dos
próprios escritos -­ obstáculo ora contornado por incentivo do estado de graça da paternidade.


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